Prodígio. Menino-rei. Gênio. Driblador. Talento excepcional.
Tentar definir Dener é restringi-lo demais.
Ele era tudo isso.
E muito mais.
Infelizmente, um destino trágico interrompeu sua jornada.
Porém, sua história permanece viva.
Se estivesse aqui, ele completaria 54 anos hoje.
Embora não seja uma data redonda, merece ser lembrada.
Aquele garoto de sorriso luzidio e habilidades únicas, que encantava a torcida.
Autêntico, sem artifícios e sem pressa de se moldar ao que a mídia espera.
É o clássico destino do jogador brasileiro: uma infância difícil, pobreza, ausência do pai, e até uma breve detenção aos 16 anos.
Então, veio a ascensão social, com dinheiro e fama.
Tudo isso sem a preparação necessária, já que os clubes frequentemente tratam o atleta como um objeto, ignorando o lado humano.
Nunca saberemos o quão longe ele poderia ter chegado.
Seleção Brasileira, Copa do Mundo, Real Madrid, Barcelona…?
O futebol daquela década de 90 teria sido ainda mais vibrante com ele.
Durante sua vida, ele deu o melhor de si.
Gols memoráveis, dribles desconcertantes, chapéus, canetas e, claro, muitos sorrisos.
E ainda mais sorrisos!
Quem teve a oportunidade de vê-lo em campo sabe que ele era capaz de tudo isso.
Conforme o Censo 2010 do IBGE, existem 11.107 Deners registrados no Brasil, com mais da metade (6.225 pessoas) nascidas em sua era.
É certo que, lá em cima, ele continua a fazer todos rirem.
Não é por acaso que Deus o chamou para ficar ao seu lado.
Devem estar juntos entoando o cântico da torcida do Vasco:
“Ê Cafuné! Ê Cafuné! O Dener é a combinação de Garrincha com Pelé!”
Que possamos ter mais Deners em nosso futebol.
Mais do que nunca, precisamos deles.
Vida longa a todos os Deners nos campos de terra, sintéticos e naturais.
Fonte: Instagram Jornal dos Sports