O Vasco da Gama firmou recentemente uma carta de intenções com Roberto Medina, o criador do icônico festival Rock in Rio, com o intuito de explorar oportunidades de eventos e negócios em seu futuro estádio, São Januário. O clube, que está passando por uma fase de estudos e planejamento para a reforma do estádio, visa transformá-lo em um espaço que pode ser utilizado para atividades culturais e artísticas, o que permitiria a realização de grandes shows e geraria receita para o clube.
O Rock in Rio, que viu sua primeira edição em 1985, completará 40 anos em 2025 e é um dos principais eventos que Medina organiza, além de outros eventos culturais significativos tanto no Brasil quanto no exterior. Medina já havia conversado previamente sobre a possibilidade de realizar eventos no Maracanã, durante uma licitação anterior para a gestão do estádio.
Renato Brito Neto, o segundo vice-presidente do Vasco, comentou em uma transmissão ao vivo sobre a reforma, onde não mencionou o nome do grupo de Medina diretamente, mas expressou otimismo de que a novidade será bem recebida pela torcida do clube.
— Estamos em negociação com uma empresa reconhecida do setor de shows e um banco de investimento que demonstrou interesse no Vasco. Essa abordagem foi bem positiva. Esta empresa trará um parceiro financeiro, além de consultoria especializada em planos de negócios para estádios — disse Brito, referindo-se à gestão atual liderada por Pedrinho.
Ainda há discussões sobre a capacidade que São Januário terá após as obras, com estimativas variando entre 43 mil e 57 mil lugares. Essa variação depende de um estudo econômico-financeiro que está sendo realizado, relacionado aos custos de construção e operação. O Vasco também planeja ter áreas de plateia no gramado, seguindo o exemplo de outros estádios, como o Nilton Santos, o que pode aumentar significativamente a capacidade.
Para adequar o estádio ao aumento de público, o clube está investindo em estudos para melhorar a mobilidade urbana ao redor de São Januário. Um modelo inicial foi apresentado, propondo melhorias na circulação de pessoas, ambientação, sinalização e acesso ao BRT na Avenida Brasil, incluindo uma melhor organização do trânsito e condições mais adequadas para pedestres.
O Vasco também busca envolver a comunidade da Barreira e outras localidades vizinhas no processo de planejamento. Contudo, o projeto final ainda não foi definido.
Quanto ao cronograma das obras, previsto inicialmente para janeiro deste ano, houve atrasos devido à venda do potencial construtivo, que ainda não foi concluída. O clube enfrenta o desafio de formar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) e arrecadar os recursos necessários, tendo atualmente apenas 20% do total estimado de R$ 500 milhões.
Fonte: ge