Recentemente, o Vasco estava em uma posição difícil no Campeonato Brasileiro, ocupando a última colocação, com apenas 9 pontos em 16 jogos e com o risco de rebaixamento cada vez mais evidente. No entanto, o cenário mudou positivamente nos últimos dias. Nesta segunda-feira, quando completa 125 anos, o clube atravessa um momento de paz, que envolve a torcida e os bastidores do SAF e da associação.
O renascimento do time
A situação no futebol ainda é delicada: o Vasco continua na zona de rebaixamento, a cinco pontos da saída (com um jogo a menos). No entanto, já não é mais o último colocado e atualmente possui 16 pontos, graças a duas vitórias e um empate nos últimos três jogos.
A transformação da equipe se deve ao trabalho da comissão técnica liderada por Ramón Díaz, que já demonstrava sinais de evolução desde o primeiro jogo contra o Athletico. O experiente treinador argentino trouxe uma nova dinâmica de jogo, com triangulações, aproximação e intensidade, e também se esforçou para recuperar a confiança de jogadores pouco utilizados ou considerados dispensáveis, como Luca Orellano, Zé Gabriel e Robson Bambu, que agora são peças-chave do time. O relacionamento com o antigo treinador, Maurício Barbieri, era bom e ele era muito querido pelos jogadores e funcionários, mas a energia no CT Moacyr Barbosa se tornou mais leve com os bons resultados do novo trabalho de Díaz.
Sinergia entre SAF e a associação
A parceria entre o técnico e o diretor de futebol Paulo Bracks na busca por reforços tem contribuído para o sucesso atual. Além dos jogadores pretendidos pela diretoria, Díaz também trouxe nomes como Paulinho, Praxedes, Vegetti e Sebastián Ferreira, que se tornaram titulares e peças fundamentais nas últimas partidas. Medel, que chegou anteriormente junto com Maicon e Serginho (autor do gol contra o Atlético-MG no domingo), também se tornou um pilar da reconstrução do time, sendo o capitão e líder do elenco.
No último domingo, os 53 mil torcedores presentes no Maracanã mostraram que, apesar do descontentamento com a primeira metade da temporada, eles ainda têm disposição para apoiar uma campanha de recuperação. Após quatro jogos de punição, os torcedores do Vasco voltaram a apoiar a equipe do começo ao fim do jogo, sem críticas ou vaias.
Relação positiva entre SAF e a associação
A contratação de Payet marca o início de uma melhora na relação entre a associação do clube e o SAF, que é responsável pelo futebol através da 777 Partners. O antigo CEO da SAF, Luiz Mello, deixou o clube em 25 de julho, encerrando um clima de tensão constante entre as partes, que se intensificou com o péssimo início de campeonato e as ligações do ex-executivo com o rival Flamengo, que chegaram ao conhecimento de conselheiros e torcedores.
O CEO interino, Lucio Barbosa, tem participado de eventos importantes para o clube e teve presença marcante na homenagem ao centenário dos Camisas Negras. Ele foi um dos responsáveis por entregar a honraria “Pai Santana” aos homenageados, em uma manhã que contou com gritos de Payet vindos dos associados e dirigentes. Administrativamente, Barbosa tem lidado com as dívidas do futebol com empresários e clubes, que foram alvo de reclamações públicas no primeiro semestre. Em setembro, o Vasco receberá um novo aporte de R$ 120 milhões da 777 Partners. Além disso, outras fontes de receita estão a caminho, como a venda de Pedro Raul e Eguinaldo e os direitos comerciais da liga.
Outra situação que mostra a boa relação entre a SAF e a associação é a luta pela liberação do estádio de São Januário, que está interditado desde junho após um incidente durante uma derrota para o Goiás. O estádio pertence à associação do clube e é alugado pelo SAF. Ambas as partes têm trabalhado em conjunto para resolver questões jurídicas e políticas relacionadas à liberação do local. Essa união ficou clara na comunicação entre os perfis do SAF e do clube, que trocaram mensagens encorajadoras e diretivas, o que não era comum até então.
Fonte: O Globo