A negociação iniciada por Lúcio Barbosa na semana passada, em paralelo com a contratação de Álvaro Pacheco, está sendo conduzida em conjunto com o empresário Giuliano Bertolucci. Coutinho possui contrato com o clube catariano até junho (com possibilidade de renovação por mais 12 meses) e ainda tem um ano para cumprir com os ingleses. O Aston Villa menciona uma multa rescisória de €5 milhões, porém, devido aos valores em aberto com o jogador e ao desejo dele em retornar ao Vasco, o acordo está condicionado a uma negociação harmônica e paciente.
A tentativa de retomar o controle da gestão por meio da SAF, atualmente sob posse da 777, não é uma corrida de longa distância, como alguns pensam. Trata-se mais de uma resistência, e especialistas em direito comercial alertam para a possibilidade de prolongamento do imbróglio em disputas judiciais, o que pode enfraquecer as chances de firmar novos acordos comerciais. A diretoria executiva agiu de forma decisiva com a medida cautelar que suspende os efeitos do contrato entre as partes. Contudo, a 777 pretende recorrer e alega arbitrariedade.
O presidente Pedro Paulo, conhecido como Pedrinho, se saiu muito bem em sua declaração na coletiva, ocupando o espaço deixado pelo silêncio dos representantes da empresa. A SAF segue a estratégia de comunicação empresarial dos americanos, preferindo o silêncio mesmo em um cenário de incertezas, deixando os torcedores sem rumo, sem saber quem está com a razão. Novamente, nos bastidores do direito comercial, é consensual que a disputa, ainda sem um motivo claro, não contribuirá para os interesses do clube no contexto da competição.
Se a 777 for obrigada a depositar judicialmente os R$ 300 milhões referentes à integralização da parcela das ações programada para setembro, o fluxo de caixa e a capacidade da SAF para investir poderão ser gravemente afetados…
Fonte: Blog Futebol, coisa & tal… – Extra