O velório de Apolinho transcende rivalidades ao mostrar o impacto que ele teve no esporte. Sueli de Araújo, 65 anos, compareceu à sede do Flamengo com a camisa do Vasco para prestar suas homenagens ao jornalista, recordando o carinho que ele tinha pelos torcedores cruz-maltinos em vida.
“Ele foi muito próximo da nossa torcida, da Força Jovem. Na época em que eu era diretora, ele apresentava um programa na Rádio Nacional todos os sábados. Íamos até lá para estar com ele. A galera do Vasco, o líder da torcida. Estávamos juntos, participando do programa com ele. Ele nos tinha muita gratidão, e a amizade permaneceu”, disse Sueli.
“Quando me via no Maracanã, perto do vestiário, onde costumávamos ir, ele dizia: ‘Fico muito agradecido a vocês’. Eu acompanhava muito nas redes sociais. Estou aqui por uma grande causa”, completou.
Apolinho deixa três filhos, sete netos, uma legião de fãs, ouvintes, ex-colegas e parceiros de trabalho ao redor do mundo.
Washington Carlos Nunes Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1936. Na juventude, além de ser bancário, jogava como goleiro de futebol de salão pelo extinto Raio de Sol, de Vila Isabel. Sua trajetória no rádio começou de forma inesperada. Enquanto se recuperava de uma lesão que o impediu de participar de um torneio de futebol de salão, recebeu um convite da Rádio Guanabara para dar consultoria sobre o esporte.
Ele se destacou e foi convidado para participar de um programa na rádio. Mais tarde, após uma briga ao vivo entre dois jornalistas que transmitiam um jogo entre Vasco e Bonsucesso no Maracanã, Apolinho foi chamado para cobrir os jogos de futebol na ausência da dupla suspensa por 15 dias.
Posteriormente, ingressou na Rádio Nacional, onde se profissionalizou em 1966. Permaneceu lá até 1969, quando foi para a Globo. Ao longo de sua carreira, passou por emissoras como Rádios Continental, Vera Curz, Tupi e Nacional. Além do rádio, Apolinho também foi colunista dos jornais O DIA e MEIA HORA e comentarista de programas em diversas emissoras de TV, incluindo Globo, Tupi, TV Rio, Excelsior, TV Educativa, Manchete, Record TV e CNT.
Fonte: O Dia