O presidente da Sociedade Anônima do América-MG, Marcus Salum, e o volante Juninho receberam punições nesta quinta-feira, pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), devido a declarações feitas após a partida contra o Vasco, na 15ª rodada, no Estádio Independência, em 25 de setembro.
O presidente da Sociedade Anônima, Marcus Salum, foi suspenso por 40 dias e multado em R$ 4 mil. Em seu pronunciamento, após a derrota do América, ele mencionou a existência de uma “Operação Salva Vasco”, com o objetivo de evitar o rebaixamento da equipe carioca. Salum foi denunciado com base no artigo 243-F, que trata de “ofensa à honra de alguém em razão de fato relacionado diretamente ao esporte”.
O capitão Juninho foi denunciado com base no artigo 258 – “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem ou reclamar de forma desrespeitosa contra suas decisões” – e recebeu uma suspensão de um jogo. A princípio, ele ficará de fora do confronto contra o Corinthians, na próxima rodada. O clube irá recorrer da decisão do STJD. Ao fim da partida, o volante insinuou que o Vasco estava sendo favorecido pela arbitragem.
O zagueiro Iago Maidana e o atacante Felipe Azevedo também foram julgados pelas expulsões e receberam apenas advertências. O América foi denunciado com base no artigo 213, referente aos objetos lançados no campo durante o jogo, e foi absolvido.
Confira abaixo as sentenças do julgamento
- Juninho: O jogador insinuou que o Vasco estaria sendo favorecido pela arbitragem na luta contra o rebaixamento. O camisa 08 foi denunciado com base no artigo 258, que prevê a suspensão de uma a seis partidas para aqueles que “desrespeitarem os membros da equipe de arbitragem ou reclamarem de forma desrespeitosa contra suas decisões”. Sentença: uma partida de suspensão.
- Felipe Azevedo: O atacante foi expulso nos acréscimos do segundo tempo. Na súmula, o jogador do América recebeu um cartão vermelho por ofensas ao assistente e foi denunciado com base no artigo 243-F, que trata de “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao esporte”. Se condenado, o jogador poderia pagar uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil e ser suspenso de quatro a seis partidas, devido ao fato de proferir ofensas diretas à arbitragem. Sentença: o jogador foi apenas advertido.
- Iago Maidana: O zagueiro recebeu um cartão vermelho direto ao acertar uma cotovelada no centroavante Vegetti, do Vasco. Maidana foi denunciado com base no artigo 254-A, que trata de “praticar agressão física durante a partida, prova ou equivalente”, com uma suspensão de quatro a 12 partidas. Sentença: o jogador foi apenas advertido.
- Washington Aguerre: O goleiro do América, que não era titular na partida e estava no banco de reservas, foi denunciado com base no artigo 258, que prevê a suspensão de um a seis jogos para aqueles que “desrespeitarem os membros da equipe de arbitragem ou reclamarem de forma desrespeitosa contra suas decisões”. Sentença: o jogador foi apenas advertido.
- Marcus Salum: O presidente da Sociedade Anônima do Coelho foi denunciado com base no artigo 243-F, que trata de “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao esporte”. O gestor mencionou, em coletiva após o jogo, a existência de uma “Operação Salva Vasco”, com o objetivo de livrar a equipe carioca do rebaixamento para a Série B. Salum poderia ser suspenso de 15 a 90 dias, além de ter que pagar uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Sentença: 40 dias de punição e multa de R$ 4 mil.
- América-MG: O próprio clube foi denunciado com base no artigo 213, que trata do “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir”. A medida foi tomada devido aos objetos lançados no campo durante a partida, o que poderia acarretar uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Sentença: o clube foi absolvido.
- Diogo Giacomini: O auxiliar técnico do América foi julgado com base no mesmo artigo de Salum. Giacomini foi mencionado na súmula da partida por “dizeres em tom ofensivo e grosseiro”. A punição poderia ser a mesma aplicada ao presidente da Sociedade Anônima do clube. Sentença: quatro jogos de suspensão e multa de R$ 2 mil.
Fonte: ge