A votação contou com a participação de 170 conselheiros, sendo 67 de maneira presencial e 103 de forma virtual. O encontro se estendeu por mais de duas horas, com momentos de críticas por parte de conselheiros da oposição, contrários à venda da SAF e a algumas decisões tomadas pela empresa e pela 777 Partners.
Seis conselheiros se posicionaram contra a nomeação de Paulo Salomão e outros quatro se abstiveram na votação. A maioria foi a favor da escolha do vice-presidente do Vasco para o cargo. Questionado sobre a possibilidade de abrir o contrato de venda do clube para a 777, o novo membro do Conselho Administrativo da SAF afirmou que defenderá os interesses da associação, mas ressaltou que não pode garantir a divulgação dos contratos.
— Tenho imenso orgulho em representar a associação. Foi nesse sentido que expressei tal sentimento. Não sou representante da SAF, nem da 777, sou representante da associação, que possui cem anos de existência. Concordo plenamente com a importância da transparência e indignação, porém, não posso ser precipitado ao afirmar que conseguiremos abrir o contrato — declarou Paulo.
Em complemento, ele disse:
— O Poder Judiciário já determinou que o contrato pode ser confidencial. Podemos pleitear a abertura do contrato, entretanto, caso ele seja considerado sigiloso pelo Poder Judiciário e não possa ser revelado, infelizmente não conseguiremos. Gostaria muito que isso fosse possível. O compromisso de defender a associação e seus interesses será realizado proativamente. Essa é a minha postura diante desse tipo de situação.
O Conselho de Administração da SAF é composto por sete integrantes: cinco da 777 Partners e dois do clube. Atualmente, os representantes da empresa americana são Josh Wander (que preside o Conselho), Andres Blazquez, Steven Pasko, Don Dransfield e Nicolas Maya. Pedrinho e Paulo Salomão completam o quadro.
Fonte: ge