Após a divulgação da ação movida nos EUA pelo fundo Leadenhall Capital Partners, da Inglaterra, pleiteando da 777 Partners uma quantia de R$ 1,7 bilhão, Salgado se reuniu com Roberto Duque Estrada, o vice jurídico da gestão anterior, para garantir a proteção do clube. O ex-presidente continua confiante no cumprimento do acordo, não acreditando na perda do investimento pelos detentores de 70% das ações da SAF.
Desse modo, há conselheiros que discordam da forma como a diretoria atual está lidando com a fiscalização do contrato com a 777 Partners. Alguns acreditam que o clube poderia obter êxito em parte de suas reivindicações se negociasse de maneira mais amigável. Essa postura desconfiada, presente desde a posse da nova diretoria, apenas prejudicou o relacionamento. A possibilidade de recuperar o controle acionário da SAF em caso de descumprimento contratual diminui a sensação de instabilidade.
Nesta terça-feira, uma fonte confiável informou que durante uma visita recente ao Vasco, Josh Wander, presidente da 777, recebeu uma proposta da Crefisa, principal patrocinadora do Palmeiras, para adquirir 30% das ações da SAF. Contudo, Wander sequer se interessou em iniciar negociações. Tal postura demonstra que o grupo se sente capaz de cumprir com o montante de R$ 700 milhões estabelecido no contrato.
Caso a atual diretoria do clube recupere o controle acionário e concretize uma nova parceria, será necessário submeter o caso novamente ao Conselho Deliberativo para aprovação da nova venda de ações e do modelo de parceria, o que demandará tempo e pode prejudicar o desempenho da equipe no segundo semestre. Esse é, de fato, o grande receio.
Informações fornecidas pelo jornal Extra