Kléber Gladiador compartilha experiências vividas no Vasco durante sua atuação no clube:
“No período em que estive no time, o Vasco enfrentava dificuldades estruturais. Ao chegar, em função da Copa do Mundo, São Januário estava sob responsabilidade da FIFA, o que nos impedia de treinar no local. Assim, os treinos ocorriam em Curicica, um local cercado por barracos. A comunidade local acompanhava nossas atividades, com alguns flamenguistas provocando. A realidade era de treinar em meio a essa realidade.”
“A refeição matinal era improvisada em mesas de plástico. O ambiente era simples e todos compartilhavam o momento do café. Haviam situações inusitadas, como cortar o pão sobre o leite de alguém. O gramado de Curicica estava cheio de imperfeições. Também treinamos algumas vezes no CFZ, do Zico, que oferecia condições um pouco melhores. No entanto, os banhos eram frios, gelados.”
“Após um retorno aos treinos em São Januário, ao tentar tomar banho, nos deparamos com a falta de energia elétrica. O ambiente estava escuro, o que resultou em situações complicadas, como compartilhar os boxes sem visibilidade. Foi uma bagunça total.”
“Lembro de um episódio em que, durante um treino, o jogador Douglas estava com a camisa cobrindo o rosto. Ao questioná-lo sobre um odor incomum, ele explicou que a presença de excrementos de gato no campo era frequente, devido à quantidade de ratos. Os gatos eram utilizados para controlar a população de roedores, porém, deixavam vestígios no local. A torcida vascaína sempre foi presente e apaixonada, mesmo diante de tantas dificuldades enfrentadas pelo clube ao longo de sua história.”
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📸 Reprodução/ESPN

Fonte: X Planeta do Futebol