Abertura para novos treinadores nas divisões de base
– Na base, encontramos diversos profissionais promissores. O futebol brasileiro evoluiu significativamente nesse aspecto. Por muito tempo, a crítica se concentrava na falta de qualificação dos treinadores locais, que priorizavam a prática em detrimento do estudo, ao contrário dos estrangeiros que se destacavam pela meticulosidade e organização. Os treinadores brasileiros possuem uma competência ímpar, muitas vezes até superior à encontrada no futebol profissional, grande mérito dos comandantes das categorias de base. No entanto, a transição para o cenário principal é desafiadora. A percepção do jogador, da torcida e da diretoria é distinta. Existe uma pressão latente. É preciso conquistar o respeito a duras penas. Há inúmeros treinadores talentosos no Brasil. Equipes sub-20 têm alcançado visibilidade equiparável ao profissional, com suas partidas televisionadas e jogadores conhecidos pelo público. É uma batalha árdua. É gratificante ver colegas como Fabio Mathias, Jardine, bicampeão no México, Felipe Leal, ex-integrante da seleção sub-17, entre outros expoentes, que precisaram se aventurar fora do país para serem reconhecidos. Mario Jorge, por exemplo, está na seleção da Arábia Saudita sub-17. Seguimos em luta. É emocionante testemunhar a ascensão dos companheiros de profissão e me empenharei para que outros também alcancem esse reconhecimento.
Reconhecimento e apoio da torcida
– É extremamente gratificante sentir o carinho e o reconhecimento dos torcedores. Eles são termômetros do desempenho dentro de campo. Se estão elogiando, é porque estamos entregando resultados. Acredito em um futebol que exige constante superação, no qual cada lance é crucial. A valorização da torcida reflete o nosso trabalho. Hoje, conseguimos potencializar os jogadores da base, que vêm se destacando em todas as categorias do Vasco, sob a competente liderança de Rodrigo Dias. O reconhecimento dos torcedores é fruto desse esforço coletivo.
Projetos como técnico efetivo?
– Sobre o futuro, mantenho uma profunda gratidão ao Vasco pela oportunidade de comandar a equipe em quatro jogos emocionantes, que contribuíram significativamente para o meu amadurecimento profissional. A transição da base para o profissional é desafiadora, muitas vezes somos rotulados apenas como treinadores da base. Para mim, futebol é futebol, independentemente da categoria ou da faixa etária dos atletas. Lidar com questionamentos e desafios na transição do sub-20 para o profissional foi uma jornada enriquecedora. Estou pronto para atuar em diferentes categorias, sempre que solicitado pelo Vasco, estarei disposto a contribuir da melhor forma possível.
Fonte: ge