O Plenário do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol acatou parcialmente o recurso do Vasco para diminuir as punições do jogador João Victor e do líder dos auxiliares Ricardo Rosemberg. Julgados hoje, 29 de maio, os auditores decidiram reduzir a suspensão de dois jogos de João Victor para apenas um jogo e diminuíram a suspensão de 135 dias do líder dos auxiliares para 60 dias. A determinação foi tomada por maioria dos votos.
As expulsões ocorreram durante o jogo entre Vasco e Água Santa, válido pela Copa do Brasil.
O jogador João Victor recebeu o cartão vermelho por sair do banco do Vasco, após a equipe marcar um gol, e provocar o adversário com palavras ofensivas. O atleta do Vasco foi denunciado por desrespeito ao código de conduta no artigo 258 e ofensas de acordo com o artigo 243-F do CBJD.
Ricardo Rosemberg, líder dos auxiliares do Vasco, foi acusado pela Procuradoria de cometer três infrações: invasão de campo, comportamento indisciplinado ao tentar brigar com membros da equipe adversária e posteriormente entrar em conflito com o assessor de imprensa do Águia Santa. Esses incidentes resultaram em acusações nos artigos 258-B e 258 do CBJD.
No julgamento de primeira instância, a Quinta Comissão Disciplinar puniu João Victor com duas partidas de suspensão, uma para cada conduta, convertendo o artigo 243-F para o artigo 258. Já Ricardo Rosemberg recebeu 45 dias de suspensão para cada infração, totalizando 135 dias.
O Vasco da Gama recorreu e tanto o jogador quanto o funcionário tiveram seus recursos analisados pelo Plenário.
Com apresentação do relatório e votação, o auditor Felipe Bevilacqua decidiu atender parcialmente o pedido, reduzindo a suspensão do jogador João Victor para um jogo, e diminuindo para 20 dias cada infração cometida por Ricardo, totalizando 60 dias de suspensão para ele.
O recurso foi defendido pelo advogado Pedro Moreira.
“Em um jogo crucial para a Copa do Brasil, o Vasco sofreu um gol nos instantes finais do segundo tempo, abalando a equipe psicologicamente e resultando na virada do Água Santa. Nesse momento, o jogador Neilton se dirigiu ao banco de reservas e declarou que a eliminação era certa, porém nenhuma retaliação ocorreu. Logo em seguida, houve uma falta a favor do Vasco, seguida de um cruzamento na área e do gol de empate. Com o placar em 3 a 3, a decisão foi para os pênaltis. Nesse momento, iniciou-se um conflito verbal. Ricardo é responsável pelos auxiliares e ao tentar acalmar os ânimos, acabou sendo agredido e perdendo o controle. Reconhecendo seu excesso, solicitamos a redução da pena. Enfrentando acusações em três infrações distintas, o líder dos auxiliares recebeu 45 dias de suspensão por cada ato, totalizando 135 dias de suspensão”, afirmou o advogado do Vasco.
A Procuradoria, entendendo que foram cometidos três atos distintos pelo líder dos auxiliares, opinou pelo indeferimento do recurso.
O voto do relator foi seguido pelos auditores Luiz Felipe Bulus, Sérgio Leal Martinez, Ivo Amaral, Caio Barros, Desirée Emmanuelle e pelo presidente José Perdiz de Jesus.
O auditor Paulo Sérgio Feuz foi o único a divergir parcialmente, justificando sua posição.
“O jogador ofendeu um adversário e o árbitro. Não vejo como aplicar uma única punição para o jogador. Opto por uma partida para cada ato cometido, totalizando duas partidas. Já em relação ao líder dos auxiliares, meu voto é por 60 dias, acompanhando o relator, porém a sanção fica restrita à atuação em campo”, explicou.
Fonte: STJD