O Verdão está no topo da lista em termos de lucro líquido não apenas por ter gastos operacionais menores no Allianz Parque, mas também por possuir o ingresso médio mais caro do país, com um valor médio de R$ 82,21. Curiosamente, o segundo lugar nesse quesito é do Atlético-GO, com R$ 81,88, seguido pelo Juventude, Grêmio e Flamengo.
Os ingressos mais acessíveis, em média, são do Fortaleza, Vitória, Bahia, Criciúma e Red Bull Bragantino. Muitos desses clubes também estão entre os de menor arrecadação, como Criciúma, que amargou prejuízo, Fortaleza, Red Bull Bragantino, Botafogo e Cuiabá.
“O Dragão pratica preços elevados quando enfrenta equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo, enquanto o Juventude aparece em terceiro lugar devido aos dois jogos como mandante realizados no Mané Garrincha, com ingressos custando em média R$ 110,00”, destaca a pesquisa.
Devido à capacidade elevada de seus estádios, Flamengo e São Paulo enfrentam dificuldades para obter altas taxas de ocupação. O Rubro-Negro está em apenas 8º lugar, com 70%, enquanto o Tricolor está em 12º, com 61%. O líder nesse critério é o Corinthians, com 89%, seguido por Palmeiras, Bahia, Atlético-MG e Internacional, completando o top 5.
De maneira geral, a média de público de 25.328 espectadores é a segunda melhor da história, ficando atrás apenas do ano anterior. Vale ressaltar que o Brasileirão deste ano foi impactado não apenas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas também pela Copa América, que desfalcou as principais equipes da competição.
Todas as outras métricas apresentam ligeira queda em relação ao ano anterior, com exceção do valor médio dos ingressos, que teve um aumento de 4% em relação a 2023.
Confira os rankings de cada item
1) Média de Público Total
Flamengo – 54.363
São Paulo – 43.856
Corinthians – 42.147
Bahia – 37.240
Atlético Mineiro – 33.841
Palmeiras – 30.928
Cruzeiro – 30.557
Fluminense – 29.588
Athletico – 28.017
Internacional – 24.152
Fortaleza – 23.906
Botafogo – 21.903
Vitória – 21.258
Vasco – 19.358
Grêmio – 14.443
Criciúma – 13.724
Atlético GO – 11.468
Juventude – 9.510
Cuiabá – 6.991
Red Bull Bragantino – 5.536
2) Média de Renda Bruta (em R$ milhões)
Flamengo – 3,281
Corinthians – 2,550
Palmeiras – 2,542
São Paulo – 2,507
Atlético Mineiro – 1,944
Fluminense – 1,408
Athletico – 1,266
Bahia – 1,257
Cruzeiro – 1,247
Internacional – 1,205
Botafogo – 1,037
Vasco – 1,016
Grêmio – 0,957
Atlético GO – 0,819
Juventude – 0,704
Vitória – 0,568
Criciúma – 0,557
Fortaleza – 0,317
Cuiabá – 0,268
Red Bull Bragantino – 0,239
3) Média de Renda Líquida (em R$ milhões)
Palmeiras – 1,770
São Paulo – 1,677
Corinthians – 1,601
Atlético Mineiro – 1,339
Flamengo – 1,208
Athletico – 0,971
Internacional – 0,911
Cruzeiro – 0,667
Atlético GO – 0,658
Bahia – 0,594
Grêmio – 0,590
Juventude – 0,500
Vasco – 0,265
Vitória – 0,210
Fluminense – 0,108
Cuiabá – 0,090
Botafogo – 0,087
Red Bull Bragantino – 0,057
Fortaleza – 0,010
Criciúma – -0,073 (negativo)
4) Taxa de Ocupação
Corinthians 89%
Palmeiras 79%
Bahia 78%
Atlético Mineiro 75%
Internacional 73%
Criciúma 71%
Atlético GO 70%
Flamengo 70%
Athletico 70%
Vasco da Gama 66%
Vitória 62%
São Paulo 61%
Cruzeiro 56%
Botafogo 49%
Grêmio 47%
Fluminense 43%
Fortaleza 42%
Juventude 33%
RB Bragantino 33%
Cuiabá 18%
5) Valor Médio do Ingresso (em R$)
Palmeiras – 82,21
Atlético GO – 81,88
Juventude – 74,44
Grêmio – 66,29
Flamengo – 64,05
Atlético Mineiro – 63,63
Corinthians – 60,51
São Paulo – 57,18
Vasco – 55,84
Botafogo – 53,70
Fluminense – 51,11
Internacional – 49,91
Cuiabá – 46,04
Cruzeiro – 45,42
Athletico – 45,19
Red Bull Bragantino – 43,16
Criciúma – 43
Bahia – 33,76
Vitória – 26,75
Fortaleza – 13,65
Fonte: Danilo Lavieri – UOL